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Como podemos resolver a falta de representatividade das mulheres nos negócios?

- 3 min leitura

Em 1908 um grupo de mulheres se reunia para lutar contra jornadas de trabalho de 15 horas diárias, discriminação de gênero e direito ao voto. Na época, as 250 mil mulheres  protestavam no Hyde Park, em Londres criando um movimento que ficaria mundialmente conhecido. Mesmo assim, o voto para as mulheres inglesas foi liberado dez anos depois, onde apenas as mulheres com mais de 30 anos poderiam votar.

Em 2018 ao olharmos para trás vemos uma história de muitos desafios, alguns ainda não vencidos. Uma delas é a busca por mais representatividade feminina no mundo dos negócios.

Oferecer oportunidades iguais para homens e mulheres é um passo importante rumo a uma crescente na representatividade feminina; afinal, até pouquíssimo tempo, ter a iniciativa de montar um negócio era uma tarefa natural para homens. Por esse motivo, iniciativas que reforcem a presença feminina no meio corporativo são sempre bem-vindas.

No último post trouxemos um pouco da dura realidade do cenário do empreendedorismo feminino, mas hoje, a gente traz algumas ações paralelas, promovidas por marcas ou organizações sem fins lucrativos que trazem esperança e ajudam mulheres do Brasil a empreenderem de uma forma um pouco mais igualitária.

Recentemente a ONU fez uma parceria com o Instituto Lojas Renner. O projeto financia projetos de empreendedorismo na área têxtil e de moda que são idealizados por mulheres. O “Empodera” conta com R$ 1 milhão de reais e cada projeto selecionado recebe até R$ 60 mil.

A partir do projeto citado acima, a ONU criou um documentário que conta a história de empreendedoras femininas beneficiadas pelo programa. Uma grande injeção de ânimo em quem está com dificuldades para empreender, além de um reforço e tanto na questão da representatividade da mulher no meio.

Se você acredita que não existe tanta demanda de mulheres nos negócios por falta de interesse, saiba que 46% do mercado de trabalho mundial é ocupado pelas mulheres. O problema é que destas, apenas 16% ocupam uma posição de liderança. Para contribuir com o aumento deste percentual, a advogada Ana Carolina Bavon criou a Feminaria. Um projeto que ajuda mulheres a avaliarem suas carreiras e negócios. São conteúdos especializados, plantões de dúvidas e workshops.

A “Escola de Você”, projeto desenvolvido pelas jornalistas Ana Paula Padrão e Natália Leite busca, através de videoaulas curtinhas e divertidas conscientizar as mulheres sobre o seu verdadeiro papel na sociedade, encorajando-as a buscarem o seu espaço nas diversas áreas. Atualmente são oferecidos 22 cursos gratuitos. Alguns exemplos são: aulas sobre carreira, autoconhecimento e equilíbrio.

Segundo o Female Entrepreneurship Index 2015, o pilar de Networking para as mulheres brasileiras é um dos mais baixos do mundo. É para ajudar a mudar isso que uma ONG de mulheres chamada MIA – Mulheres Investidoras Anjo tem criado uma rede para que outras mulheres continuem se apoiando. Fundada pela empresária Maria Rita Spina, a ONG possui o objetivo de incentivar a diversidade de gênero no mundo dos negócios por meio de palestras e workshops. Os assuntos são focados no mundo do investimento anjo e no apoio à redes próprias de network.

O Fórum Econômico Mundial estima que, mantidas as tendências atuais, a equidade entre homens e mulheres no ambiente de trabalho só será plenamente alcançada em 2095. Mas são micro políticas como essas que dão aquela esperança e impulsionam as mulheres a lutar por seu espaço.

Que tal se a gente começasse a pensar sobre alternativas pontuais em nossa organização capazes de incentivar o empreendedorismo feminino?

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