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Mulheres, empreendedorismo e um caminho íngreme para um cenário igualitário

- 3 min leitura

Iniciaremos uma série de postagens sobre empreendedorismo feminino durante esta semana. Neste primeiro post vamos apresentar as informações que compõem o cenário atual e a partir disso destacar o motivo pelo qual ainda é tão importante abordar este assunto no meio corporativo. Vamos lá?

O caminho percorrido pelas mulheres rumo ao protagonismo dentro do empreendedorismo segue íngreme.

Apesar das inúmeras ações realizadas para incentivar o empoderamento de mulheres na área corporativa, os obstáculos encontrados durante o processo são extremamente desmotivadores. Segundo a ONU Mulheres, a maioria dos negócios operados por mulheres são micro ou pequenas empresas.

Sabe aquela expressão de “ter que matar um leão por dia”, utilizada pelos empreendedores no geral? Então, imagine você que para uma mulher conseguir empreender ela precisa matar dois ou até três leões todos os dias. Sabe por quê?

Falta de crédito

Ao abrir um negócio o primeiro passo é buscar crédito, certo? Então… O acesso ao crédito é mais difícil para mulheres, isso porque faltam garantias como escrituras de terrenos ou propriedades em seu nome.

Segundo este documento publicado pela ONU,  estima-se que as mulheres sejam proprietárias de apenas 1% de todas as escrituras e propriedades registradas.

Ou seja, faltam garantias na hora de contratar um crédito grande e não existem muitas alternativas que aceitem outro tipo de garantia. Aí a mulher acaba optando por financiamentos menores, mais na faixa do microcrédito, o que a impede de realizar um investimento maior.

Falta de credibilidade

De acordo com a Endeavor Brasil, preferências historicamente impostas que ficam no inconsciente de uma pessoa são capazes de criar barreiras de confiança. Isso foi comprovado através deste experimento. Nele, o mesmo pitch sobre determinado negócio foi lido por um homens e mulheres durante uma avaliação de investidores. No final, o percentual de homens escolhidos ficou em 68%.

Falta de autoestima financeira

Falando em história, há pouco tempo uma mulher não podia abrir uma conta bancária. Os bancos e fundos de investimentos passaram a deixar de ser ambientes exclusivamente masculinos em 1962, quando as mulheres passaram a ter direito a um CPF. Isso significa que a relação da mulher com as finanças ainda é muito recente. Daí a dificuldade que as mulheres possuem em assumir o controle financeiro do seu negócio.

Hoje apenas 33% das mulheres usam softwares de gestão adequados para fazer o controle financeiro, e cerca de 14% não fazem nenhum tipo de controle dos números. O problema é que ao delegar essa tarefa, as mulheres acabam por não acompanhar a movimentação financeira do seu negócio de perto e isso atrapalha muito a elaboração de um planejamento eficaz.

Falta de apoio

A história ainda respinga de uma forma muito visível no presente. Um dado assustador do IBGE mostrou que uma mulher dedica 73% a mais do seu tempo para a realização de tarefas domésticas do que o homem.

Estamos em 2018, mas as mulheres ainda precisam vencer muitas diferenças para que se tenha acesso a um ambiente ideal e igualitário de empreendedorismo. Tudo começa pela conscientização, quanto mais se fala sobre o assunto, mais pessoas são alcançadas e se passa a ampliar a consciência de que existe um problema e como tal ele precisa ser resolvido.

No próximo post nós vamos falar sobre como podemos contribuir para que este cenário se torne cada dia mais igualitário.

Até a próxima.

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